As diversidades na sexualidade

Pense por um pouco nas formas de expressar carinho, amor, desejo, excitação, que você já presenciou. Deixe as cenas brotarem de sua memória, sua família seus pais, você mesmo, como acontecia?

Agora lembre-se de como você lidava com tudo isso, você era tímido, ousado, curioso? Tinha medo de fazer perguntas ou não?…contentava-se com qualquer resposta? Conversava com amigos(as) sobre suas dúvidas? Por último tente detectar a influência de tudo isso em sua sexualidade hoje.

A escolha sexual, passa por um processo físico, emocional e social. Como podemos perceber, recebemos modelos de comportamento em nossa educação e nascemos com características particulares. Aprendemos a nos vestir, a nos movimentar de forma “adequada”, ou esperada socialmente, a escolher o que comer, a torcer por um time, ou um esporte, a gostar de TV ou não. Tudo isso de forma explícita ou nem tanto, dependendo do grau de consciência dos educadores que cada um de nós teve. Da mesma forma aprendemos a “lidar” com nossa sexualidade.

As formas que buscamos para obter prazer relacionam-se a nossas fantasias, desejos, e as possibilidades de realizá-los. O ser humano é um complexo formado por razão, emoção e espiritualidade. O desejo é livre, podemos desejar muitas coisas, mas, a execução desses desejos passa pelo crivo da nossa razão e espiritualidade. O que quero dizer é que desejar  é expressão do humano que existe em nós, mas executar o desejo é expressão de nossa saúde interna, de nossa capacidade de adequação, ou habilidade para viver socialmente, e de nosso entendimento de mundo.

No brasil, a sexualidade é algo explorado e produto da mídia, somos o país das mulatas e dos biquínis. As crianças são estimuladas através das roupas, acessórios, TV, músicas e até algumas danças, a voltarem sua atenção para a sexualidade, algumas vezes perdendo com isso, seu espaço de serem crianças simplesmente  porque a sexualidade faz parte do mundo do jovem/adulto e não da infância.

Comerciais de TV, aludem a sexualidade, mulheres são associadas a cervejas ou ao prazer provocado por elas. A mídia é a expressão do imaginário humano,  refletindo idéias, valores, desejos e fantasias da atualidade. A mulher como objeto sexual ainda vende, mas o homem também passou a ser produto de consumo.

Estamos numa época de reformulação de valores, idéias e crenças. O ser humano está sempre em evolução e transformação. Nossos entendimentos de bom e mau, certo e errado modificam-se de acordo com o prisma que escolhemos para decodificar a vida.

A sexualidade deve ser olhada e aceita como algo natural que faz parte do desenvolvimento, das descobertas, experiências pessoais e principalmente da expressão da vida. Para vivenciar a própria sexualidade sem culpas ou sofrimentos é necessário respeito próprio e enfrentamento dos próprios medos, conseguidos apenas através da ampla consciência de quem somos e da noção de nossas possibilidades e responsabilidades.

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