Sem imagens, sem ofensa

A religião CRISTÃ sempre foi uma referência para muitos ao longo dos séculos, mostrando todo o mistério da paixão de Cristo, resgatando pessoas de suas angústias, fazendo um trabalho missionário que evolui a cada dia com novas formas de pensar. É palco de debates e geralmente é suscitada em defesa dos desfavorecidos, uma das suas missões, até aí ela cumpre seu papel acolhedor, sem discriminar qualquer que seja. Com isso inevitavelmente ela se relaciona com todos os segmentos da sociedade, desde de grupos pastorais até relações de Estados, respeitando o paradigma atual da sua laicidade.

Com o estado laico na contemporaneidade, a diversidade cultural dentro e fora da igreja cresceu exponencialmente, há uma liberdade de expressão riquíssima. Essa conjuntura atual, apesar dos fatos sociais danosos, favorece a expressividade do sujeito como tal, um ganho imensurável para a sociedade pós-moderna. 
Estamos diante de uma diversidade, de conquistas, há muito a se comemorar, no entanto essa diversidade só tomará um rumo estável, se as partes tomarem consciência da palavra respeito, de sua essência, de sua praticidade. Respeito não é um garoto propaganda que vive de imagem, é um atributo que todos nós devemos exercitar.
Trazer a iconografia religiosa para os fatos sociais contemporâneos é válido. Jesus estar em todos e para todos, mas para manifesta-lo exige-se um caminho a ser trilhado que independe de orientação sexual, de status clérigo ou social, resguardado a missão de cada um desses. Se Jesus é Deus para aceitar toda forma de expressividade, assim também Ele é para respeitar cada um, mas não vemos o retorno do respeito à igreja e ao próprio cristo, uma vez que sua imagens virou produto de comercialização e metáforas pejorativas. 
Comparar seu sofrimento com o de Jesus é pertinente se vc sofrer pelas mesmas causas que Ele, se assim não for, a manifestação passa de analogia, de referência ao divino para metáfora pejorativa, passa a ser abuso da construção simbólica da igreja e da imagem do Cristo.

Osmar Ramos

Liberte-se

É Graças ao passado e a nossas escolhas, que constituímos o EU, nos construímos pouco a pouco. Somos produtos de nossas escolhas, são elas que nos constitui. Quando as experiências são bem sucedidas, é satisfatório lembrá-las, muitas vezes elas ela impulsiona nossa autoestima e nossas realizações, outras vezes nem tanto. 
Por ocasião, por mais que ele nos incomode, o passado sempre existirá. Às vezes escondido num “quarto escuro”, outras vezes, na “sala” não deixando as visitas entrarem. Às vezes, fugir ou tentar escondê-lo não surte efeito, pois faz parte de nossa formação e ele vem conosco em nessa caminhada. Isso é fato.
Não vamos esquecê-lo pois lembrar faz parte da natureza humana, mas podemos restaurá-lo e colocá-lo no seu devido lugar.
Mais importante é o hoje, apesar do passado nos trazer lições boas e ruins, experiência que nos posicionam. Temos que tomar cuidado para não ficar no meio do caminho, pensar em situações passadas deve ser um exercício de autoafirmação no que és hoje, para viver o que tens de forma abrangente. Pois é o que existe de fato como recurso concreto que nos é oferecido para nossas realizações, o presente.
Criamos nossa história a parti de fatos e atitudes, se hoje me aprisiono no que me fez mal, como construir um eu amadurecido? É preciso ser forte para aceitar que nem sempre somos senhores das situações, é preciso ser forte para saber que temos que assumir primeiramente o que somos, liberte-se.