Psicossomática

História…

Três fases da Psicossomática

  1. Psicanalítica
    1. Inconsciente, regressão e benefícios secundários do adoecer
  2. Behaviorista
    1. Pesquisa em homens e animais, ciências exatas, estresse;
  3. Multidisciplinar
    1. Interação, de interconexão entre vários profissionais de saúde.

Psicossomática no Brasil

  • Anos 90
  • Movimento psicanalítico brasileiro
  • Atividades paramédicas
  • Equipes multidisciplinares

Linhas Mestras da Psicossomática

  1. A patologia no homem sempre deve levar em conta a dimensão simbólica de que é constituído, o que impõe o conhecimento dos aspectos psicossociais do doente;
  2. O êxito terapêutico está estreitamente vinculado à relação dinâmica médico-paciente.

A Participação do Psicólogo

  • Ajustamento do paciente x
  • Relação médico-paciente,

Dificuldades psicodinâmicas do paciente

Redução de Danos

Estratégia de saúde pública que visa  reduzir os danos causados pelo abuso de drogas lícitas e ilícitas, resgatando o usuário em seu papel autoregulador, sem a exigência imediata e automática da abstinência, e incentivando-o à mobilização social.

Ações de Redução de Danos

  • Acolhimento sem julgamentos
  • Defesa de sua vida
  • Ampliação do acesso aos serviços de saúde
  • Distribuição de insumos para prevenir a infecção dos vírus HIV e Hepatites B e C entre usuários de drogas

Sistema Nacional de Políticas Públicas sobre Drogas

Memória

A alteração de memória estaria relacionada a uma desregulação do eixo hipotálamohipófise-adrenal, levando a efeitos adversos de hormônios do estresse sobre o hipocampo15,24,3133. Considerando-se as diversas fases do processo de memorização, seguem os principais achados de alterações encontrados na literatura consultada.

Memória de curto prazo. Pacientes deprimidos queixam-se de baixa concentração e de dificuldade de memorizar, padrão este diferente dos pacientes que apresentam alterações primárias do processo de fixação da memória. Porém, a maioria dos estudos não demonstra alteração da memória de curto prazo em deprimidos44-47, embora Purcel et al.40 tenham observado falha do aprendizado associativo em idosos deprimidos.

Memória de longo prazo. A maioria dos estudos encontra evidências de comprometimento da evocação e reconhecimento tanto de material verbal quanto não-verbal.

Memória episódica. Sweeney et al.15 descrevem alterações de memória episódica durante as fases mistas ou maníacas e também nas depressões uni- ou bipolares.

Memória semântica. McKena48 refere que pacientes deprimidos com psicose parecem apresentar um comprometimento específico na evocação de informações organizadas por seus significados em categorias semânticas, sendo esta uma ponte entre a disfunção e a sintomatologia clínica, referindo-se às falsas crenças (delírios ou idéias deliróides).

Memória implícita. Os pacientes deprimidos não revelaram alteração específica nesta função.

Evocação. É descrito que pacientes deprimidos teriam maior seletividade na evocação de material negativo49-50. Williams et al.51 sugerem que o processamento cognitivo ocorreria em dois tempos: um pré-atentivo (que segue a captura atentiva da informação e é refletido em testes de memória implícita) e outro elaborativo (que envolve a associação de informações-alvo com outras informações na memória, refletida em testes explícitos). Se a memória implícita não é comprometida, a memória congruente com o humor será expressa em testes de memória explícita. Denny & Hunt52 mostram que pacientes deprimidos evocam mais material negativo do que positivo, o mesmo não ocorrendo em testes implícitos. Mesmo assim, na medida do grau de significância, esses achados se mantêm ainda inconclusivos.

Pacientes deprimidos apresentariam déficits na recordação em tarefas que requerem o uso espontâneo de estratégias, ao contrário do observado naquelas que direcionam o uso de estratégias ou que prescindem das mesmas, indicando que os déficits experimentados na depressão se dão na iniciativa cognitiva. Deprimidos têm prejuízo da evocação de material cujo processamento é “desgastante”, como resultado de reduzida capacidade em perfazer essas operações, mas não por uma diminuição na quantidade de material lembrado, visto em tarefas dependentes de processamentos mais automáticos53.

Memória verbal e visual. Em pacientes bipolares, é descrito o comprometimento da memória verbal mesmo em pacientes eutímicos, sendo que a memória vísuo-espacial não apresentaria alteração consistente6,40,43,54,55. Para os bipolares, o tempo de estado em crise (mania ou depressão) parece se correlacionar negativamente com o desempenho da memória verbal e com o funcionamento executivo. Esses achados sugerem a presença de dificuldades neurocognitivas persistentes em pacientes com transtorno bipolar de longa data e a existência de um agregado de efeitos negativos diretamente relacionados à duração da doença bipolar sobre a memória verbal e sobre o sistema executivo.

AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA

A todo momento estamos sendo avaliados e avaliando, as avaliações fazem parte da nossa vida e servem para nos guiar. As provas avaliativas também servem para fazer psicodiagnóstico. Mas, antes de entender melhor sobre as provas avaliativas, vale a distinção entre avaliação e testagem.

A testagem se utiliza instrumentos, é um processo de medir variáveis psicológicas para eliciar um comportamento, exemplo,tem como medir uma habilidade ou atributo, geralmente de natureza numérica ou os construtos qualitativos também são muito avaliados.

Os testes psicológicos são instrumentos ou procedimentos desenvolvidos para aferir variáveis psicológicas (inteligência, atitudes, personalidade, interesses, etc). Têm várias categorias, variam em conteúdo. A interpretação cabe ao psicólogo, mas hoje muitos testes são computadorizados o que facilita na avaliação como um todo.

A avaliação coleta e integra testes, escalas, histórico familiar, observações comportamental. Tem como objetivo responder uma pergunta exploratória ou investigar uma hipótese clínica, resolver uma problema por meio de instrumentos de avaliação.

Os instrumentos psicológicos mede variáveis psicológicas como: memória, personalidade, atenção, motivação, sono, dentre outros construtos.

Tipos de avaliação:

  • Colaborativa: o avaliador e o avaliado trabalham como parceiros no processo.
  • Terapêutica: autodescobertas terapêuticas são encorajadas ao longo do processo de avaliação.
  • Dinâmica: intervenções e avaliações. Cabe muito bem em ambientes educacionais.

Um pouco sobre os testes psicológicos

Os testes psicológicos são procedimentos sistemáticos de observação e registro de amostra de comportamentos e respostas de indivíduos, que possuem como objetivo descrever e/ou mensurar diversas características.

A Resolução n° 002/2003 do Conselho Federal de Psicologia define requisitos mínimos que os instrumentos devem possuir para serem reconhecidos como testes psicológicos. Os principais são: considerar os princípios e artigos previstos no Código de Ética Profissional dos Psicólogos; respeitar as diferenças sociais, culturais e multifatoriais; e avaliar tudo aquilo que possa estar interferindo nas relações de trabalho, no processo de exclusão social e desemprego. Estes requisitos lhes conferem um alto rigor científico. 

Há, ainda, outros dois critérios fundamentais na validação de testes psicológicos: validade e fidedignidade. Validade é quando o teste realmente mede aquilo que se propõe a medir. Já a fidedignidade, garante a sua precisão e reprodutibilidade.

Além disso, eles passam por revisões periódicas e, devido a sua complexidade, são uso exclusivo dos psicólogos.

Por sua vez, os testes não-psicológicos (testes de revistas, por exemplo) são feitos com base na opinião de um grupo restrito de pessoas, sem passar por avaliações, ou levar em consideração os requisitos anteriormente mencionados.