Isolamento social, violência contra a mulher e psicologia.

A violência contra a mulher é um problema histórico, persistente e que se agrava em decorrência do isolamento social.

A psicologia nesse contexto é um instrumento que pode auxiliar a tomada de decisão governamental; mas também ela é um recurso eficaz de intervenção na promoção da saúde, mesmo com a exigência do isolamento social.

Os governos municipais, estaduais e o federal vêm tomando medidas emergências diante da crise sanitária que se instaurou no país devido à Covid-19 e a sua rápida disseminação. Ampliação de leitos, instalação de hospitais de campanhas. No entanto, os números oficiais do governo mostram um aumento no número de casos de violência doméstica contra a mulher. Em Mato Grasso, esse número foi 400% (quatrocentos por cento)a mais que o mesmo período do ano passado. Nesse aspecto a psicologia junta-se à área do direito para subsidiar ações terapêuticas às vítimas em questão.

Programas de acolhimento de empoderamento feminino. Programas de proteção, escuta qualificada da vítima e do agressor em momentos distintos (lógico). Trabalhos com a família da vítima e do agressor se necessário, intervenções educativos para os envolvidos, enfim, estabelecer vínculos e aplicar as intervenções cabíveis a cada caso. Pois, apesar do fenômeno ser universal, cada caso tem suas particularidades nas quais o(a) psicólogo(a) deve ter expertise.

Desse modo, percebe-se que o isolamento social agravou os casos de violência contra a mulher, porém a psicologia mostra-se preparada para ajudar no combate a esse fenômeno que ainda é uma triste realidade.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *