Meu transtorno mental me define?

Uma expressão comum no campo da psicologia é que “Todo transtorno mental é também social”. Com essa afirmação pode-se estabelecer discussões a respeito da delimitação do que é patológico ou não e as suas consequências para a sociedade contemporânea e, principalmente, para pessoa que sofre. Para tanto, a psicologia através da psicopatologia tem dispositivos de investigação do sofrimento psíquico, dos fenômenos mentais patológicos com a problematização dos saberes e fundamentações teóricas das diversas áreas do conhecimento.

 

O discurso político-psiquiátrico do século XX baseou-se, e ainda tem esses moldes, em fundamentações biológicas, farmacológicas e organicistas produzindo conhecimento que enquadrou os indivíduos em padrões pré-estabelecidos de forma unilateral. Exemplo disso, foram os “Hospícios” construídos e utilizados para segregar dentro de uma lógica puramente social e convencional.

As discussões sobre o normal e o patológico começaram a ganhar uma maior extensão a partir de Jarpes propondo uma psicologia descritiva com bases fenomenológicas, que tenta por meio do método descritivo encontrar fundamentações plausíveis para o acometimento psíquico patológico. Com isso, os parâmetros culturais e sociais vão ganhando maior relevância e tornando os transtornos mentais parte de um todo e relativizando os preconceitos sociais.  

Então, embora o estigma exista e, muitas vezes, seja vetor de sofrimento psíquico, ele não é verdadeiro em uma perspectiva e científica. Desse modo, é preciso considerar aspectos subjetivos, biológicos, sociais e políticos

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