O delito é criminalizado na perspectiva do profissional de psicologia?

Para o psicólogo, o delito é um evento importante, mas não determinante à vida do infrator.

Enquanto para o operador do direito é o tema central da praxe jurídica. O futuro de um infrator, embora mereça qualificação do delito no código penal, relaciona-se com sua consciência moral a medida que exerça influência sobre os acontecimentos provocados pelos atos criminosos.

Do ponto de vista psicológico, para se compreender o caráter predeterminado das ações humanas, deve-se entender a conduta pessoal ante a situação delituosa por meio dos nove fatores que as determinam:

Caráter predeterminado das ações humanas

  1. Temperamento,
  2. inteligência,
  3. caráter,
  4. experiências anteriores,
  5. constelação,
  6. situação externa desencadeante,
  7. tipo médio da reação coletiva aplicável à situação por parte do delinquente.

Esses aspectos se referem à personalidade do agente de modo a atuarem positiva ou negativamente a depender do contexto sociocultural o qual ele esteja inserido e podem ser mensurados através de uma avaliação psicológica criteriosa com aplicação de testes.

Desse maneira, para o jurista o delito representa seu material de estudo e o modo operandi da paz social, enquanto que para o psicólogo é a exteriorização de um processo psíquico de gradativa intrapsíquicos que podem ser ou não conscientes. Pode-se considerar, para este profissional, que uma conduta nunca é totalmente impulsiva nem totalmente premeditada. Ademais, o imperativo desses operadores das ciências sociais e humanas são os meios garantidores ao bem-estar social jamis desprezando as singularidades e subjetividades.

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