O papel da família e do psicólogo no processo de adoecimento

núcleo familiar compõe um todo, distribui papéis a seus participantes, tendo estes relações profundas entre si.

O adoecer, por sua vez, constitui-se em uma crise e um fenômeno subjetivo

As crises costumam ser divididas em : 1. evolutiva ou vital, que se caracteriza por ser natural, esperada, e que acontece desde o nascimento até a senectude, e está sempre associada às mudanças existenciais; 2. acidental, quando inevitáveis, abruptas, onde ocorrem mudanças inesperadas no curso vital, e onde a perda do equilíbrio interno é comum.

a doença representa um ataque à estrutura da personalidade e à estrutura familiar. A ansiedade, o estresse, o desequilíbrio e instabilidade humoral, de logo se apresentam, enquanto estratégias de enfrentamento são imediatamente acionadas pelo indivíduo, assim como todo um arsenal defensório. No aspecto familiar,

Assim como o paciente, a família também se depara com dificuldades no enfrentamento da situação de adoecimento de um de seus membros. A situação da família se constitui de estresse permanente, sofrimento interno, elevação de ansiedade, medos do desconhecido, e apreensão quanto às decisões a tomar, e situações a enfrentar. Neste contato com a nova situação , a internação, a família pode se defrontar com diversas dificuldades, como:

  • Falta de informações adequadas sobre o estado de seu ente querido:
  • Ritmo de vida incompatível com horários hospitalares:
  • Papel do paciente na dinâmica familiar:
  • Responsabilidade frente a decisões difíceis:

É frente a esta situação de desestruturação, que a família necessita lançar mão de defesas egóicas, nem sempre adequadas. Quando isto ocorre, aumento de fragilidade, regressão, aumento de dependência, infantilização, sentimentos de culpas e remorsos podem ser comumente apresentados.

Aqui, a presença do Psicólogo Hospitalar se torna fundamental

Este profissional traz , com sua compreensão teórica e habilidade técnica, a possibilidade de auxílio na reorganização egóica do todo familiar, frente ao sofrimento atual. Facilita a elaboração de fantasias, medos e angústias próprios de um momento como este. Pode dar suporte ao enfrentamento da dor , sofrimento e medo da perda do paciente

detecção de focos de ansiedade e de dúvidas entre o grupo familiar

Além destas tarefas, ao Psicólogo Hospitalar deve também caber a aproximação do grupo familiar à equipe de saúde, facilitando a comunicação entre eles , para que contribuam para o tratamento do membro necessitado.

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