Obesidade e avaliação psicológica em contextos cirúrgicos

Para pensar as questões em torno da obesidade e da avaliação psicológica em contextos cirúrgicos é preciso, primeiramente, perpassar a vivência do paciente tanto no aspecto físico, social e psicológico.

Sobre este último, é importante salientar as variáveis envolvidas, como: autoconceito, ansiedade, regulação emocional; para então propor um suporte terapêutico. Além disso, é imprescindível (re)construir dialogicamente com o paciente as possíveis causas e a evolução do quadro de obesidade para uma avaliação psicológica assertiva.

Grande parte do sofrimento concentra-se ma percepção e na maneira como a pessoa constrói seu autoconceito. Entender como ela se ver diante de tal circunstância é uma premissa indispensável no processo de avaliação para cirurgia bariátrica, por exemplo. Embora já tenha uma finalidade estabelecida, é importante partir de uma compreensão de quem vivencia. Qual o grau de ansiedade e quais emoções estão envolvidas? São perguntas que devem ter respostas claras e bem definidas. Pois, a intensidade do suporte e da avaliação será proporcional a essas variáveis, somado com o contexto que o paciente (candidato à cirurgia) está inserido.

Sobre as investigações das causas, o principal papel do psicólogo é promover a saúde emocional do sujeito que está no processo de pré e pós-operatório. Assim, ele passará de modo mais resiliente e poderá ter uma recuperação mais rápida.

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