Sem imagens, sem ofensa

A religião CRISTÃ sempre foi uma referência para muitos ao longo dos séculos, mostrando todo o mistério da paixão de Cristo, resgatando pessoas de suas angústias, fazendo um trabalho missionário que evolui a cada dia com novas formas de pensar. É palco de debates e geralmente é suscitada em defesa dos desfavorecidos, uma das suas missões, até aí ela cumpre seu papel acolhedor, sem discriminar qualquer que seja. Com isso inevitavelmente ela se relaciona com todos os segmentos da sociedade, desde de grupos pastorais até relações de Estados, respeitando o paradigma atual da sua laicidade.

Com o estado laico na contemporaneidade, a diversidade cultural dentro e fora da igreja cresceu exponencialmente, há uma liberdade de expressão riquíssima. Essa conjuntura atual, apesar dos fatos sociais danosos, favorece a expressividade do sujeito como tal, um ganho imensurável para a sociedade pós-moderna. 
Estamos diante de uma diversidade, de conquistas, há muito a se comemorar, no entanto essa diversidade só tomará um rumo estável, se as partes tomarem consciência da palavra respeito, de sua essência, de sua praticidade. Respeito não é um garoto propaganda que vive de imagem, é um atributo que todos nós devemos exercitar.
Trazer a iconografia religiosa para os fatos sociais contemporâneos é válido. Jesus estar em todos e para todos, mas para manifesta-lo exige-se um caminho a ser trilhado que independe de orientação sexual, de status clérigo ou social, resguardado a missão de cada um desses. Se Jesus é Deus para aceitar toda forma de expressividade, assim também Ele é para respeitar cada um, mas não vemos o retorno do respeito à igreja e ao próprio cristo, uma vez que sua imagens virou produto de comercialização e metáforas pejorativas. 
Comparar seu sofrimento com o de Jesus é pertinente se vc sofrer pelas mesmas causas que Ele, se assim não for, a manifestação passa de analogia, de referência ao divino para metáfora pejorativa, passa a ser abuso da construção simbólica da igreja e da imagem do Cristo.

Osmar Ramos

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